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  • Danielle Fonseca

Estratégias na pré-colheita dos seus talhões

Atualizado: Mar 25


Planejamento é o processo de pensar nas atividades para alcançar o objetivo almejado. É a etapa principal para atingir os resultados desejados a qual envolve criação e constância do plano, além de aspectos técnicos e consultorias para ter assertividade nas tomadas de decisões.


Em conversa com nosso agrônomo parceiro, Antônio Alfredo Rodrigues, pontuamos algumas ações consideradas importantes para ter melhor planejamento e mais assertividade nas atividades que antecedem a colheita das lavouras.


Antônio Alfredo dando um confere nas lavouras


Na Safra de 2019 tivemos problema com a maturação desuniforme o que acarretou muitas vezes em perdas de frutos precoces e prejuízo no final da colheita, com isso tivemos que passar mais de uma vez na lavoura aumentando o custo por talhão. Uma das opções para minimizar esse problema é a utilização de maturadores para colher antes as lavouras que precisam ser esqueletadas, forçando a maturação mais precoce e liberando para iniciar a rebrota, consequentemente tendo mais tempo na recuperação da planta e maior janela de colheita.

Além de auxiliar na colheita de grãos mais maduros, também auxilia no desprendimento do fruto, tornando o processo mais eficaz e fácil.


É importante ressaltar que a utilização desses maturadores deve ser uma decisão tomada com base em dados estratégicos, uma vez que a maturação forçada do grão pode acarretar em um desenvolvimento precoce do fruto e menor quantidade de açúcares na cereja, atrapalhando a qualidade da matéria prima. Para ter melhor consciência do seu potencial e mapeamento dos talhões para tomar as decisões mais assertivas no que se refere à qualidade da matéria prima e o que fazer em cada cenário, leia nosso artigo aqui.

Exemplos de grãos cereja


Um outro ponto que demanda planejamento e traz dúvidas é referente ao controle do mato e a técnica de arruação no mês que antecede a colheita. Com os avanços dos estudos agronômicos e a crescente mundial por técnicas mais sustentáveis, é mais utilizado falar em manejo do mato, uma vez que não é novidade os benefícios de um cuidado consciente da matéria orgânica presente nas entrelinhas do cafeeiro.


A ideia é produzir mato na entrelinha para colocá-lo na linha do café formando um "colchão" de material vegetal morto. Com isso a linha do café permanece sempre coberta por palhas e a entrelinha por plantas daninhas crescendo e sendo continuamente roçadas, com isso os nutrientes anteriormente perdidos por erosão superficial no solo exposto agora são aproveitados pelo mato e devolvidos ao café em forma de matéria orgânica.


O manejo do mato e consequente arruação são operações que podem ser feitas de várias maneiras dependendo do estágio do mato, da máquina de levantar café e da quantidade de material orgânico debaixo da saia do cafeeiro. Com mato alto podemos utilizar a trincha, a roçadeira bem baixa (raspando o solo) ou então o herbicida. Na sequência devemos fazer a arruação para que os frutos caiam no chão limpo e tenham menor risco de fermentação indesejada.

Manejo do mato com braquiária


A arruação vem sendo deixada um pouco de lado por alguns motivos: quando a máquina de levantar consegue “beneficiar” todo aquele material orgânico (que estava embaixo da saia); quando o produtor prefere deixar esse material orgânico “alimentando” a planta ao invés de deixar no meio da entre linha, onde as raízes não alcançariam.


Outro ponto de atenção é relativo às doenças que podem surgir durante a colheita e que por falta de tempo e máquinas talvez não consigamos resolver durante esse período de grande movimento na fazenda. Algumas das doenças que devemos ter atenção:

  • Ferrugem e cercóspora: fazer uma boa última aplicação antes da colheita para que não tenhamos a famosa ferrugem tardia.

  • Phoma: principalmente em talhões onde ocorrer acumulo de frio e em fazenda com histórico da doença, já devemos iniciar o tratamento da doença em fevereiro/março, pois é também a época de começo de diferenciação floral.

  • Bicho mineiro: Importante nas regiões de histórico de bicho mineiro e em regiões mais quentes, principalmente quando se espera uma seca mais prolongada, o uso de inseticidas com residual mais longo para que na colheita não ocorra o seu pico.

É importante ressaltar que essas dicas de planejamento podem ser executadas de várias formas e dependem do cenário de cada produtor, é muito importante ter o acompanhamento de um técnico para auxiliar no planejamento correto de cada cenário.


Para ter acesso a materiais exclusivos e estratégias de colheita, de produtor para produtor, deixe seu contato aqui.

Antônio Alfredo Rodrigues

Agrônomo consultor de café Fazenda Engenho/Rehagro Consultoria

[email protected]

(35) 99971-5577


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